sábado, 14 de agosto de 2010
Montanha Russa
Quantas vezes já nem sei
minha testa enxuguei,
pouco ar pra bem pensar
muito pra se acostumar
Num escorrer de mistas lágrimas
chatas, engraçadas,
você sabe por inteiro
que é mais um passageiro
Está tudo bem,
não se iluda,
é só uma montanha russa
logo vai estacionar
No calor de tantos medos,
pode o tudo virar nada
nesses trilhos de charada
Sobe e desce, nunca cai
ao mesmo tempo todos vão,
não existe solidão
Por essa montanha russa,
divertido é pensar,
não ter medo de ousar
só que sabendo a razão
E se chega um marasmo,
me lembro daquele espaço
onde a lua é mais brilhante
e o sol quase um calmante,
lá que é nosso lugar
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Areia Movediça
Doentes, ignorantes, humanos,
o mal não está abaixo de nossos pés
mas estamos próximos a infernos,
inexistentes!
Não acredito na plena justiça, humana
na corrida do mais forte, mérita
no jogo da vida, ingrato
no total acaso
Mas bobo aquele que se arrisca,
na areia movediça!
Temos livros confusos
pois nos falta explicação, exata
para olhos de criança, mimada
que apenas tudo sente ou falta
Incompletos, conscientes ou não
nem sempre com os pés no chão,
sonhamos com um céu,
num desenho de papel
Nossa corda é mesmo bamba,
mas somente é um desafio,
que muito lento, nunca tardio
iremos equilibrar
Mas bobo aquele que se arrisca
na areia movediça,
pois abaixo é mais fácil
dele mesmo se afundar
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Caminhos Falhos
Correr, livre pela estrada
sem saber de nada, sem o que fazer
respostas que não dizem nada
mente perturbada, perguntar pra quê?
Da vida, procurando mapa
uma cópia barata,
deve merecer?
Prefácio, sem suor, num passo
um roteiro fácil,
mal precisa ler
E num virar de esquina,
encontrar a mina,
que aos olhos brilha,
mas não vê razão
De que adiantaria
munição sem mira?
pra um tiro certo,
falta pontaria
Crê em mero acaso,
e cruza sempre um braço e meio de azar,
quem num virar de cartas
tenta se encontrar
De conhecimento,
nem uma migalha
só fogo de palha,
um viver em vão
E inocente, foge
inventando atalhos
pra um caminho falho,
pura ilusão
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A guia
É ela que tira da cama
arruma o caminho, mostra direção
é ela que afasta da briga, encanta e convida pra reflexão
certeza, de todos é ela o melhor remédio pra qualquer razão
Gostosa, bondosa, vem sem muita prosa: observação
Tá sempre contigo, seu melhor amigo, quer queira ou não
Nunca entra em copo, não possui formato ou degustação
Confunde o tolo, movido a tesouro: alienação
E quem não escuta, se perde na luta, vive decepção
pode crescer tarde, não possui caprichos e nem presunção
Difícil entender, praquele que crê só em maldição,
que o fogo é amigo e também um perigo, depende da mão
E mesmo o sofrido, temeroso, partido, se enche de amor
ao ver ele próprio que mesmo no lixo, nasceu uma flor
Depois de abrir a janela e soltar um sorriso, já meio banguela
escuta sua voz, que te desafia, toda singela:
Olha nos meu olhos,
diz que a vida não é bela!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Relatividade.
Há tempos perbeci, com olhar mais profundo, que conquistar esse mundo, é desejar pouca coisa.
E a melhor notícia: quanto mais estudamos, mais evidente fica a nossa total ignorância.
Otimista ou pessimista, depende do ponto de vista.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
As Vendas
Procurou, sentido
esse foi seu grande erro
se tornou bandido
e jurou não ter mais medo
Saqueando sozinho a si mesmo
Pegou o que julgaram bom
comprou, vendeu, brigou
mas nunca se acalmou
Sempre aparece algo muito melhor
e de novo você fica na pior
Tudo fumaça,
basta um segundo e não tem mais graça
agora não importa o que você faça
tudo fumaça!
Procurou pensar
dessa vez sem viajar,
resolveu o velho escutar
Solte sua arma colega
sua munição é pura depressão
eu não quero ouvir mais reclamação
deixe essa droga no chão
Depois é fácil jogar
você criava o seu próprio azar
não adianta procurar com venda
desse jeito não há gênio que aprenda
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